Hoje descendo do ônibus e dando meus primeiros passos dentro do campus da faculdade,
eu caminhava de cabeça baixa, olhando meus próprios passos...
Sobre o guarda-chuva caiam gotas de água, mas era uma chuva fina que
fazia um grande acumulo de gotinhas.
Nisso vários pinguinhos respingavam meus tênis.
Atravessei a rua, subi a rampa passando pela biblioteca, cumprimentei um colega e decidi chegar na sala de aula por um outro caminho.
Dei a volta por trás do prédio, e peguei uma trilhazinha que tem no meio do bosque atrás do prédio. Acabei parando num lugar durante uns 15 minutos.
Lá eu me sentei, pois eu escutava um barulho muito agradável,
que era o barulho das árvores esrroscando umas nas outras por conta do vento que estava soprando bem forte.
Com esse vento que balançavam os galhos e faziam as folhas chacoalharem, caiam até o solo muitos pingos de água, diferentes dos que caiam diretamente do céu para o solo, e diferente também do que ocorria com alguns outros pingos que teriam ainda de passar por mais uma etapa...
A chuva fina que veio do céu, caiu primeiro nas folhas das árvores, cada folha
acumulava uma quantia de água e quando o vento batia a água escorregava e caía em arbustos que estavam mais próximos do chão... E tudo se repetia...O vento que batia, balançava os pequenos galhos de arbustos, que mexiam as folhas, que por sua vez carregavam água, que caiam das folhas, que finalmente tocavam o chão...
Cada gota de chuva que caiu naquele momento tocou o chão de algum jeito.
E de algum jeito regou o solo, e de algum jeito auxiliou todos os seres que ali estavam ou passavam.
E levantando para continuar o caminho até a sala, repensei algo que já
havia reparado antes.
Que todos os dias tenho chegado na faculdade de cabeça baixa, olhando os meus pés.
Alguns dias com mais alegria, outros nem tanto, mas sempre pensando na vida de forma profunda, me perguntando muitas coisas e revendo muitos "conceitos".
Essa atitude tem um motivo muito importante para o meu momento, e podendo observar aquelas gotas que passavam por diferentes etapas, observei também
que olhar para os meus pés é olhar para os meus passos, recordar o que tenho vivido até aqui, todas as etapas que passei, independente das pessoas com etapas muito diferentes das minhas, e em seguida, toda caminhada que ainda está por vir rumo a um objetivo.
Não é atoa que a chegada na faculdade tem sido tão introspectiva.
Faltando um pouco mais de uma ano para concluir, penso nas vezes que o tempo parecia não passar, e agora estou eu rumo a um novo ciclo.
Muito diferente do ciclo de quando pisei naquele lugar pela primeira vez, alias, do momento em que entrei na internet para fazer minha inscrição no vestibular sem nem saber o que vinha pela frente.
E então cheguei na sala de aula...E percebi que não sou a única a pensar coisas sobre si mesma.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Esperança
É necessário continuar caminhando
mesmo com todas as dificuldades...
Sorrir sentindo dor, é como dizem por aí...
Cair de bunda e dar risada de si mesmo.
Nessa caminhada de pedras no caminho e tropeços
De longas subidas e curtas descidas
é bom estar de mãos vazias, carregando no coração
o que faz a vida ser vida...
A ESPERANÇA!
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