terça-feira, 22 de setembro de 2009

Primavera

Chegou!



...Já estive com outras flores
em outros jardins
Hoje estou aqui
pra te regar
te proteger dos ventos
Te cuidar
Te servir
pra o que for...
Os olhos do jardineiro
é que abrem o botão da flor...

(Trecho da música: Olhos de jardineiro
Zé Geraldo)

sábado, 19 de setembro de 2009

Decisão...(Diálogo com a consciência)



Decidir algo.
Decidir se vai ou se fica...
Decidir a quem se ama
A quem se dedica
Decidir a que caminho seguir...
A qual sentimento alimentar
Decidir que já bastou de sofrimento
Decidir ser feliz
Decidir o agora
E ficar pra depois tamanha decisão

Estaria em tudo a decisão?
E a dúvida?
Duvidar também é questão de decisão?
ou não decidir algo por dúvida
é a questão?
Tem coisa que é dificil decidir...
Se decide que sim arrisca um tanto de coisa
Se decide que não arrisca também...
Falta coragem pra sair arriscando, isso sim!
Arriscando situações
Vai saber quantos riscos se pode fazer
Determinada situação
Riscos no meu coração.
Decidir se vale a pena um risco a mais?
Me valerá mais um risco de magoa?
Ou um risco de superação?
Me valerá a magoa superação?
Superar o quê afinal?
Eita coração doce, mole e doce!
Tanta coisa pra superar
e ficas preso a superar "uma" ilusão.

Decidir algo.
Queria eu as vezes numa estalada de dedos
Superar a indecisão
Mas não funciona assim...
Então fico eu me decidindo
e o tempo não espera...
Ele não espera mas também não avança.
Pois quem deveria avançar sou eu
Resolvendo logo tal situação.
Decidir alguma coisa é peia!
Mas também se não fosse assim
Aprendizado não teria

Decide logo ser feliz!
Acaba com a indecisão
Coloca mais convicção nessa história
Abra a porta e janelas do coração
Deixe raios de sol entrar
Iluminar essa morada
Decida se amar
E se cuidar
E o faça!
Recorde-se de amar quem não te ama
E decida todos os dias que assim será
Pois te valerá a luz na consciência
E a força da fé
Pra decidir que a alegria também está dentro de você
Faça silêncio, pois essa tua indecisão
É causo de muita agitação

Decidi ser mais feliz...
hehehe
;)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

VII

Da minha aldeia vejo quanto de terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidades as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.


Página 43
"Poemas completos de Alberto Caeiro"
Ficções do Interlúdio/1,
Fernando Pessoa
Editora Nova Fronteira

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Recordando e perdoando...

Flor da Canela-de-ema



Continuando a pensar coisas
Me bateu uma saudade da terra onde eu nasci...
Das caminhadas pelas estradas de terra do cerrado,
entre pés de piqui e canela de ema.
Dos pés de manga e caju, com belos e saborosos frutos.
Das cachoeiras da chapada dos guimarães.
Das siriemas que atravessavam a estrada e ficavam um tempo
correndo na frente do carro.
Destabanadas demoram a se tocar e entrar no mato.
Saudades dos pássaros que todo final de tarde migram em bando
Formando belos movimentos no céu laranja de pôr-do-sol
Indo se amontoar em árvores do Pantanal e do campus da UFMT
Muitos deles são passarinhos cantadores do cerrado.
As garças fazem com que as árvores lembrem árvores cobertas de neve.
De tão branca que elas ficam.
Os tuiuius no pantanal. Esses cheguei a ver uma unica vez quando criança.
Das outras vezes só mesmo no zoológico.
Tudo tão belo... e mais valor dou agora que estou longe.
Pois durante um tempo desperdicei a chance de valorizar
toda beleza e encanto daquele lugar.
Dos pratos tipicos o que mais sinto falta é do arroz com piqui e farofa de banana.
Minha nossa! Farofa de banana da terra é uma coisa!
Num é de banana da terra mirradinha não.
Pois lá, nossas bananas da terra são uns bananões!
hehehe
A Claudinha da ultima vez que fui a Cuiabá, trouxe umas
do distrito de Nossa Senhora da Guia.
Eu até cheguei a trazer no avião umas, mas isso foi começo do ano.
O céu estrelado de lá é o mesmo de todos os lugares,
Só que com uma diferença:
Percebe-se melhor os furos desse teto. E a luz que por eles passam.
Fechando os olhos agora, me veio a imagem do janelão lá de casa.
O janelão da biblioteca.
Que quando aberto se pode ver o morro de Santo Antônio de Leverger.
Os telhados das casas vizinhas até chegar lááá quase no centro...passando
pela Morado do Ouro e pelo Terra Nova.
Não é atoa que Cuiabá é chamado de cidade verde.
Do janelão se vê muitas árvores ainda.
Eu gostava de deitar no chão ou até mesmo na rede da biblioteca
pra olhar o céu.
Dependendo de como eu me posicionava eu tinha uma visão ampla do céu.
Se era de dia dava pra ver as nuvens passando...uma atrás da outras.
Se atardezinha dava para ver o céu mudando de cor de azul pra laranjado,
e quando anoite as estrelas.
Da janela do meu quarto sempre que era Lua cheia,
ela ficava bem de frente na minha janela.
Parece até que já vinha desde aquele tempo me ensinando a respeito da vigilância.
Recordo-me dos acampamentos em família na salgadeira,
Antes dos meus pais comprarem a chácara.
Outro dia estava lembrando dos pés de cajú que minha mãe plantou por lá.
Deve ter muitos deles ainda.
Assim que eu tiver uma oportunidade vou convidar ela e meu pai
pra gente dar uma paradinha lá e visitar os pés de caju.
Vida boa essa...
Me trouxe tantos presentes... e continua a me trazer.
Isso me faz lembrar uma coisa muito importante.
O ser humano reclama e mais reclama. E parece não estar satisfeito com
aquilo que ele tem nas mãos.
Enquanto que se ele olhar profundamente com olhos de gratidão verás
coisas belas.
Um exemplo é quando temos alguém do nosso lado que quer o nosso bem.
Que gosta da gente e faz grandes esforços pra manter uma harmonia e bem estar.
E aí de repente essa pessoa por alguma circunstância já não está mais presente
como estava antes...e isso trás um sentimento de falta.
E em algum momento posterior da vida vem no pensamento que podia se ter valorizado mais essa pessoa, e se esforçado mais pra aproveitar melhor a presença dela.
Digo isso pra qualquer pessoa.
Pode ser pai, mãe, irmãos, ex-namorado.
Quando eu tinha 15 anos eu tinha um namorado chamado Diogo.
E ele tinha uma dedicação tão bonita por mim.
Pra ele não importava o que eu vestia ou falava,
Se meus amigos era totalmente diferente dos dele,
Se ele andava de patins e eu de skate.
Importava o amor que ele sentia por mim.
O Diogo sempre encontrava um jeito de demonstrar seu carinho.
Mandava flores, me ligava, me levava ao cinema, me acompanhava nos rolês de skate,
montava umas artes no computador com foto...
Tinha dia que ele trabalhava o dia todo e no final do dia quando agente ia se ver, eu deixava de aproveitar a presença dele pra reclamar da vida, ficar expondo
angustias politico-filosoficas pra ele, e ele escutava pacientemente.
Enfim...
Naquele momento da minha vida, o maior presente não era flores, nem cinema.
Era o todo do Diogo. Um homem-menino.
Eu nem imaginava o quanto aquele sentimento era importante.
E por bobeira terminei com ele, deixei passar uma grande demonstração de amor.
O pior é que demorei a ser sincera com ele nessa situação
(em outras não deixei de ser)
E ele sofreu calado...na dele. Sem me dirigir uma palavra de magoa.
Sei disso porque anos depois viemos conversar sobre...
Eu não me permiti amar naquele tempo, talvez até pela idade que eu tinha.
Mas hoje eu agradeço por ter reconhecido essas coisas.
Por sentir que nunca mais quero tratar uma pessoa como tratei o Diogo.
Nem tratar minha mãe mal como já tratei... se eu pudesse voltar no tempo
consertaria o dia das mães que deixei de ficar com ela.
Eu havia saído no sábado à noite pra balada e fiquei domingo na casa de uma amiga o dia inteiro.
E domingo à noite quando voltei pra casa meu coração estava pesado.
E nem tinha cara pra dirigir uma palavra de feliz dia das mães pra minha mãe.

Conto isso porque esse final de semana que se passou, eu me recordei dessas duas situações
E de muitas outras as quais me arrependi de ter cometido.
Senti a luz do perdão no meu coração.
Eu me perdoei, mas precisava escutar da minha mãe que ela
também havia me perdoado.
Na primeira oportunidade peguei o telefone e liguei pra ela lá em Cuiabá,
e disse a ela:
-Mãe! A senhora se lembra de tal dia... assim assim assado?
Então mãe...quero pedir perdão pra senhora.
E aí ficou tudo bem. Tirei um peso do meu coração.
=)
O Diogo eu sei que entende o que passou, e também eu já havia pedido perdão pra ele.
Ele é uma boa pessoa. Espero que ele continue sendo o que ele é.
E que seja muito feliz com a companheira dele.
A minha família, principalmente minha mãe gosta muito dele, e todos querem o bem dele.
É bom quando aproveitamos as oportunidades.
Afinal tem coisas que não voltam mais.
Pre frente!




Pé de piqui/pequi

Milhões de Estrelas
Almir Sater

Nesse Mato Grosso
Desde os tempos de menino
Quando eu comecei a percorrer
Os seus caminhos
Desse chão eu fiz o meu lugar
Nos meus sonhos quis plantar
E a colheita há de vir

Como as cachoeiras
Nos teus rios cristalinos
Toda essa pureza deve ser
Um bem divino
E pode a nossa sede saciar
Nosso campo abençoar
Gerações fazer florir

Sou feliz aqui
Terra de gigantes
Onde bravos índios viviam antes
Onde além de ouro e diamantes
Tem milhões de estrelas
No horizonte

Sou feliz aqui
Terra de gigantes
Onde bravos índios viviam antes
Onde temos ouro e diamantes
Nas milhões de estrelas
No Horizonte

domingo, 13 de setembro de 2009

Pensando...




Dias se passando e eu pensando profundamente
Pensando muitas coisas profundamente.
Conhecendo vários lados de uma mesma coisa
e várias coisas de um msmo lado
Tem sido assim.
Pensando, pensando, pensando...
Vem um pensamento, e dentro dele outro pensamento acontece
E aí eu penso em encontrar a causa de tal pensamento.
E penso mais...
Se tem dor eu penso pra curar
Se tem alegria eu penso pra continuar.
Penso com a consciência
E vem a luz pra clarear...
Tanta coisa pra pensar
Que é necessário respirar fundo
E pensar mais pra examinar por onde começar.
E aí eu examino...
Observo e examino
Deixo iluminar
Até que eu penso no silêncio e sinto ele chegar...
Lá vem o silêncio pra serenar
E a serenidade pra silênciar
E no silêncio mental encontro paz
Paz e respostas
Como o sereno encontra a floresta
E a floresta encontra o sereno
Numa união de gotas de orvalho e folhas
que purificam a vida.
Assim eu busco utilizar meu pensamento
Coloco a consciência pra trabalhar
e faço dela um filtro pra limpar esse turbilhão
de sentimentos que vão brotando no meu dia-a-dia.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quem é muito querido a mim

Quem é muito querido
Quem é muito querido a mim
É muito querido a mim

Aquele que não inveja
Que é amigo sincero
De todos os seres vivos
Que não tem senso de posse
Que tem a mesma atitude
Na tristeza ou na alegria
Que é sempre determinado
Tendo a mente e o intelecto
Harmonizados comigo
É muito querido a mim
Harmonizados comigo
É muito querido a mim

Quem nunca perturba os outros
Nem se deixa perturbar
Além da dualidade

Do sofrimento e prazer
Livre do medo e da angústia
Também é muito querido
Aquele que não se apega
Nem ao prazer nem à dor
Que não rejeita ou deseja
Ao que agrada ou aborrece
Renunciando igualmente
É muito querido a mim
Renunciando igualmente
É muito querido a mim
Quem age do mesmo modo
Com amigos e inimigos
E não muda de atitude
No ostracismo ou na glória
No sucesso ou no fracasso
Que nunca se contamina
E sempre fica contente
Com o que lhe é oferecido
Este me é muito querido
É muito querido a mim
Este me é muito querido
É muito querido a mim

(Composição: Texto tirado do Bhagavad Gita -
Musica: Geraldo Azevedo / Rogério Duarte)